Histórico






Formado na Alemanha, Rudolf Bloebaum chegou ao Brasil em julho de 1953. Instalado no Rio Grande do Sul, Rudolf percebeu a carência de serviços técnicos de manutenção aos aparelhos cinematográficos da época.

Foi quando contando com o apoio de outros técnicos imigrantes europeus, fundou a empresa Cine Técnica Brasileira - CTB, que mais tarde embasaria os ideais que dariam origem à IEC-Indústria de Equipamentos Cinematográficos S/A. Neste período final da década de 50, Rudolf desenvolveu um projetor cinematográfico de 16mm, o primeiro a ser produzido no Brasil.
No início dos anos 60, mais precisamente em 2 de maio de 1960, com a experiência já adquirida com a Cine Técnica, Rudolf Bloebaum expandiu horizontes e fundou a IEC. Primeiramente a empresa que surgira num modesto prédio situado à Rua Alberto Bins, transferiu-se para um pavilhão locado no Colégio Dom Bosco, ainda na capital gaúcha.

Como era necessário capacitar profissionais de mecânica de precisão, a empresa tornou-se um centro de profissionalização. Com uma equipe já formada, nos anos subseqüentes, a necessidade de outro espaço físico maior fez com que a empresa transferisse suas instalações para um prédio localizado na Rua Padre Diogo Feijó, próximo ao monumento do Laçador.
A transferência do parque industrial da IEC para instalações próprias em São Leopoldo - localizada a cerca de 30 quilômetros de Porto Alegre - ocorreu em 1975. Esta mudança de estrutura permitiu que a empresa consolidasse sua atuação na área audiovisual e diversificasse sua linha de atuação.

Neste período, caracterizado por grandes investimentos em máquinas e equipamentos, e pela pesquisa de novos produtos, a IEC passou a produzir uma extensa linha de equipamentos de microfilmagem, cujo precursor foi o primeiro leitor de microfichas e jaquetas a ser fabricado no Brasil. Nesta década, os projetores de cinema proliferaram-se em larga escala, deixando de ser importados de países como Alemanha e Estados Unidos. A IEC foi fornecedora de projetores para o circuito nacional de cinemas, distribuidoras de filmes e órgãos públicos - como são exemplos o antigo Ministério da Guerra e a PREMEN-MEC.
Embora a população brasileira fosse grande apreciadora dos cinemas, no início da década de 1980, com o advento do videocassete, a demanda por aparelhos de projeção cinematográfica foi diminuindo.

Foi quando a empresa rumou para intensificar a comercialização de outros produtos que fabricava. Em 1982, a IEC deu início à produção de processadoras para filmes fotográficos tipo C-41, projeto que evoluiu até uma joint venture com a empresa Colenta, tradicional fabricante alemã de equipamentos de processamento fotográfico destinados às necessidades de laboratórios profissionais.
Nesta década, a empresa produz e comercializa aparelhos audiovisuais, como retroprojetores e projetores de slides. Além da gama de produtos então existentes, a empresa desenvolveu telas de projeção de alta qualidade. Após o falecimento de seu fundador, ocorrido em 1995, a empresa passou a produzir produtos injetados em plástico, sem deixar de prestar serviços a clientes que buscam a alta qualidade dos injetados IEC.
Atualmente, a empresa busca a certificação ISO 9001/2000 do Departamento de Injetados e após estenderá aos demais departamentos fabris. Ingrid Bloebaum, viúva do fundador Rudolf Bloebaum, está à frente da empresa.
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